Aug 28

César Cielo, o nosso recordista olímpico e mundial dos 50 e 100 metros livres, estava tão auto confiante que continuaria vencendo seus oponentes, que errou a mão nos treinamentos deste ano. Sente dores pelo corpo todo após as provas e está com lesões nos punhos, nas costas e sente-se exaurido, conforme entrevista ontem à reportagem do Estadão, após ter ido muito mal no Pan Pacifico de Natação nos EUA. Ficou distante de seu técnico principal, que continuou nos EUA chefiando o departamento de natação da Universidade de Auburn, e pulou de cabeça para participar dos compromissos com seus patrocinadores. Agora se preocupa como serão seus resultados na Copa do Mundo de piscina curta e no Troféu José Finkel em setembro. Será que a temporada já era para ele?

A encantadora Diana dos Santos, após 6 anos longe dos pódios mundiais, uma cirurgia no joelho em 2008 e de ter sido afastada das competições por suspeita de doping, voltou à rotina forte dos treinos em julho e ganhou 4 medalhas de ouro no último regional paulista. Ainda terá uma artroscopia no pé esquerdo e mais 2 testes anti doping até o final do ano, o que a impedem de disputar uma vaga na seleção brasileira. Apesar dos 27 anos e de ter de disputar com talentos como a nova sensação russa Viktoria Komora, de apenas 15 anos, treinada pelo seu ex-técnico Oleg Ostapenko, a valente gaúcha não se abate, e promete encerrar a vitoriosa carreira nas Olimpíadas de Londres com uma medalha de ouro no solo.

A vida de técnico de futebol no Brasil é das atividades mais estressantes que existe, e a reportagem do Globo Repórter de ontem esqueceu disso. Ele está sempre entre o céu e o inferno, pois se ganha jogos e vence um campeonato, tem seu contrato renovado com um aumento de rendimentos. Mas se o contrários acontece, pode deixar suas barbas de molho, que o rodo vai passar. A dança das cadeiras continua sem dó nem piedade com eles. Em 16 rodadas do Brasileirão, 13 técnicos perderam seus empregos. O penta campeão Felipão não implaca no Palmeiras. Muricy Ramalho, iniciou sua carreira de técnico como auxiliar do venerado Telê Santana no São Paulo, e após ter proporcionado tanta alegria com os títulos seguidos ao Tricolor Paulista, começou a não performar e foi obrigado a deixar o clube. Depois de longas férias foi treinar o Palmeiras, e também não rendeu. Mas, no quase falido Fluminense, e uma recusa de treinar a seleção canarinho, fato esse que ninguém entendeu realmente, ele já é líder isolado do Brasileirão.

A seleção francesa campeã de 98 não conseguiu nada nas Copas seguintes, e está sendo acusada pelo próprio médico de ter dado substâncias ilícitas aos seus jogadores.

Tyson Gay superou o Usain Bolt nos 100 metros há duas semanas, que, numa mistura de lesão medular e decepção, forçou o “imbatível recordista” a se ausentar das pistas até o final do ano para se cuidar.

Todos sabemos que manter a liderança é mais difícil do que alcançá-la. Os citados acima já sabem muito bem disso, e amarguraram a dor da derrota, após terem colhido os louros.

A Seleção brasilieira masculina de vôlei é um caso à parte, e digno de estudo. Ela segue na liderança com seus 9 títulos da Liga Mundial. Bernardinho, reconhecido mundialmente como o maior treinador de todos os tempos, inova à cada temporada, tem um faro infalível para detectar novos talentos. Ele os coloca ao lado de seus super jogadores para aprenderem todos os truques e malícias das quadras. Faz questão de dizer que todos, sem exceção, são titulares, e promove um rodízio intenso entre eles, não dando chances para estrelismos exacerbados. São um por todos e todos por um. Tanto é que o novato líbero Mário Júnior substituiu o Serginho-escadinha, que se recupera de uma cirurgia no joelho, e deu conta do recado em tão alto nível, que foi escolhido o melhor líbero do último mundial. Quando achamos que o Bernardinho vai ter um ataque cardíaco em plena quadra, ou vai pendurar o apito no próximo campeonato, ele ganha mais um. Além de tudo isso, ele é o primeiro a acordar no Centro de Treinamento de Saquarema (RJ) e sai puxando a corrida pela práia com a galera às 6 da manhã.

O trabalho psicológico tem que ser forte com os nossos atletas, à exemplo do que é feito há anos nos países que levam o esporte à sério. Vimos como isso faltou à ginasta Jade Barbosa, que mostrava um semblante triste e preocupado antes de cada performance na Olimpíada de Pequim.

Mano Menezes já incorporou um psicólogo à sua equipe, e alfinetou Dunga há 3 dias, dizendo que a seleção se afastou dos torcedores e menosprezou a imprensa.

O futebol brasileiro abandonou a arte de encantar o mundo nos gramados na África do Sul. Não tínhamos banco e o técnico não escalou potências que poderiam ter feito a diferença com o seu futebol moleque e desconhecido das outras seleções. Pelo jeito ele não concorda com Sun Tzu, o famoso general chinês do século IV antes de Cristo, que em seu livro A Arte da Guerra, afirmou que “o fator surpresa é das grandes armas que um exército deve levar em conta para vencer seu oponente”. Simplesmente fechar o treino para a empresa, não quis dizer que ele tinha “grandes e mirabolantes planos” para derrotar os outros times.

Manter-se no topo, seja no esporte ou na vida corporativa, envolve um coquetel de ingredientes. Cada um descobre o seu e, conforme Gean Carlo, o chefe da maravilhosa cantina Brasiliana em São Paulo afirmou num papo comigo ontem, após um inesquecível raviolle de abóbora ao molho funghi, ninguém passa todos os detalhes de suas “receitas” à frente. Steve Jobs da Apple sabe disso, Jeffrey Bezos da Amazon.com sabe, o ucraniano Serguei Bubka com seus 35 recordes no salto com vara sabia, A China sabe e o maior bilionário brasileiro, Eike Batista, também sabe.

Cada mago com o seu feitiço, e quem se propuser a continuar no topo terá que descobrir o seu.

Por Maurício Barcellos

Coach executivo, palestrante e especialista em liderança, técnicas de vendas e atendimento. É sócio fundador da Maxx Consultoria. Para conhecer a empresa e contratar seus serviços, acesse www.maxxpand.com.br

Aug 16

Ser eficiente é chegar e ser eficaz é chegar na frente!!!

Maurício Barcellos

Aug 03

Muito tem-se falado sobre a atitude de Massa na corrida da Alemanha, quando teve que ceder passagem ao companheiro de equipe Fernando Alonso, “doando-lhe” 7 preciosos pontos. A imprensa afirma que ele já é o piloto número 2 da Ferrari, atitude que nega veementemente.

Já lemos sobre ocorridos parecidos onde outros pilotos foram beneficiados pelo chamado “jogo de equipe”, inclusive o próprio Felipe, como Senna, Berger, Raikkonen, Lauda, sem falar em Shumacher, o mais emblemático de todos.  O Dick Alonso Vigarista não é flor que se cheire, e quando não consegue ser competitivo ou ter privilégios, força a barra e joga sujo com os pilotos e com as escuderias por onde passou, como foi no caso da Mclaren e da Renault.

Milhares de torcedores brasileiros deixaram de assistir as corridas aos domingos, e pelos reflexos que estes desdobramentos estão tendo, juntamente com a apagada performance e do quarto lugar em Hungaroring do nosso baixinho ferrarista, mais fans da F1 se ocuparão com outras atividades.

Liderança a todo custo tem um preço de imagem muito grande. Tenho acompanhado diversos blogs e forums de discussão ao longo desta semana, e já tem gente colocando suas Ferraris à venda pelo mundo, e centenas de outras dizendo que jogaram seus bonés, chaveiros e camisas alusivas à marca no lixo. Os patrocinadores repensam suas estratégias de verbas publicitárias atreladas ao famoso cavalinho, e especialistas do esporte dizem que se o seu fundador, Enzo Ferrari, estivesse vivo, jamais permitiria esses tipos de manobras para ganhar títulos.

“Aí sim, fomos surpreendidos novamente”, já dizia Zagallo.

A máxima de que “o importante é competir”, já era há muito tempo. Ao mesmo tempo em que o esporte nos brinda com exemplos de garra, persistência, talento, coragem e trabalho em equipe, como foi a nossa seleção masculina de vôlei com a conquista do nono título da Liga Mundial, o esporte vive dando maus exemplos  em termos de conduta e fair play, como os jogos da Copa. O dopping impera quase que livremente em todas as esferas. Ouvi pessoalmente de um treinador de atletismo que se o atleta não tomar essas “bombas”, será quase que impossível manter-se em alta performance por um período significativo de conquistas expressivas.

Tempo é dinheiro! O mundo corporativo, o mundo político e o mundo esportivo são implacáveis e exigem resultados imediatos, custe o que custar. Quem não cumprir as ordens e cláusulas expressas em seus contratos verbais, por escrito ou pelo rádio, como foi no caso do Felipe Massa, estará fora do jogo, cedo ou tarde.

Em meus trabalhos como coach executivo e consultor em liderança, não cabe a mim julgar as atitudes e desejos de meus clientes, mas me sinto no pleno dever de questioná-los se querem e precisam pagar o preço exorbitante deste tipo de sucesso, e fazê-los refletir sobre o legado que estão deixando para as próximas gerações.

Por Maurício Barcellos
www.maxxpand.com.br

Jul 28

Você recebe uma proposta de emprego de outra empresa. É um salto em sua carreira, algo que você esperava havia muito tempo. Mas você não quer romper seu compromisso e deixar seu chefe – que não quer perdê-lo – na mão. O que fazer? Mudar de emprego mesmo assim? Romper obrigações contratuais ou morais em nome de um cargo mais alto ou de mais dinheiro? A resposta dos especialistas em gestão de carreira é: siga o exemplo de Muricy Ramalho.

O técnico do Fluminense foi convidado na última semana a assumir o posto de treinador da seleção brasileira, cargo que dez entre dez técnicos almejam. Recusou a oferta, porém, porque o clube que dirige não liberou sua saída. Muricy já havia acertado um contrato com a equipe carioca até o fim de 2012 antes de receber o convite da CBF. Como diz que nunca quebrou um contrato sequer, deixou a decisão de liberá-lo ou não nas mãos do Fluminense, que decidiu segurá-lo. E Muricy, que sempre disse sonhar com a chance de treinar a seleção, abriu mão dessa chance.

Os especialistas em gestão de carreira ouvidos por VEJA.com classificaram a decisão como acertada. “É uma postura ética rara de ser encontrada. Vemos muitas empresas fazendo propostas melhores e é comum o profissional pensar só no dinheiro e partir. Essa decisão muitas vezes mancha uma carreira”, alerta Sulivan França, presidente da Sociedade Latino Americana de Coaching (Slac). “Às vezes, vale mais a pena você sacrificar um ganho no curto prazo, mas valorizar uma carreira e um caráter”, completa.

“O Muricy deu o exemplo do que é um líder baseado em valores”, afirma Irene Azevedo, consultora de carreira da DBM. A especialista explica que essa decisão é benéfica no longo prazo, porque o líder passa a ter muito mais credibilidade perante sua equipe. “Aqueles que estão sendo liderados por nós esperam o exemplo, por mais difíceis que as decisões sejam”, explica.

Por Beatriz Ferrari – Veja

Jul 13

Se tem uma coisa difícil de lidar é com os sachês de ketchup, maionese, mostarda, agri-doce e os de salada que encontramos nas lanchonetes ou nos disk pizza e comida chinesa que chegam às nossas casas.

Haja dente, unha e lambuzeira nos dedos e na roupa quando tentamos abrir esses saquinhos.

Mas seus problemas acabaram, pois chegou o poderoso Khort! Idealizado, desenvolvido e patenteado por Leopoldo Almeida, um administrador e ex-vendedor de produtos cirúrgicos, amante de sanduíches.

Enquanto saboreava um delicioso X na Rua Uruguaiana, centro do Rio, o atendente veio com um pratinho com vários sachês já cortados, o que o deixou feliz por não precisar largar o lanche para colocar ketchup. E foi aí que veio a idéia de desenvolver um produto para facilitar a vida das pessoas.

Há três anos do primeiro protótipo, muita porta na cara e mais de R$ 200.000,00 investidos em patentes nos EUA, Europa e China, Almeida está bem feliz por ter feito um excelente plano de negócios e de ter desenvolvido um produto livre de concorrência no mundo.

Quer saber mais? Acesse www.khort.com.br

Por Maurício Barcellos

Jul 05

Grande parte dos empresários e empreendedores leva em conta apenas dois ou três vetores estratégicos quando pensa seus projetos. Olham a parte financeira. Qualquer empreendimento exige recursos, isso é natural. Estudam as questões legais, acionam a área jurídica. Tocam os projetos de engenharia, fazem cálculos, compram ativos. Muitas vezes, a partir daí, entretanto, não conseguem dar foco a outros elementos que também afetam o negócio – e são fundamentais para o seu sucesso!

No nosso grupo, criamos um processo de empreender, disseminado internamente, chamado Visão 360º (clique aqui para visualizar). De maneira simplificada, trata-se de um quadro esquematizado, com oito áreas ou oito tipos de engenharias, como preferimos chamar: engenharia de pessoas, financeira, jurídica, política, logística, ambiental e social, de marketing, além da própria engenharia da engenharia. Elas precisam ser tocadas ao mesmo tempo, sem descuido de nenhuma parte.

Por motivos variados, o empreendedor brasileiro acaba tendo dificuldade em trabalhar todos estes vetores ao mesmo tempo. Não é fácil. Muitas vezes, até na ânsia de tirar o projeto do papel, na sensação do “quero empreender, quero empreender”, alguns aspectos importantes, ou algumas das engenharias, acabam ficando em segundo plano.

De repente, uma engenharia fiscal inadequada não permite antever uma taxação não percebida, prejudicial ao planejamento do empreendimento. Quantas vezes uma loja num shopping center não prospera porque, talvez numa avaliação rápida, não se levantou com precisão quantas lojas do mesmo setor havia? Faltou engenharia de marketing? Mesmo que esteja abrindo um estabelecimento comercial de menor porte relativo, uma padaria, por exemplo, o empreendedor tem de saber que está numa comunidade, formada por diferentes grupos, que precisam ser conhecidos, compreendidos, como parte relacionada direta ou indiretamente com o empreendimento.

A imagem da nossa Visão 360º permite identificar as várias engenharias que precisam ser executadas em cada empreendimento. Nas paredes do nosso grupo, temos alguns quadros reproduzindo esta esquematização. Acho mesmo que todo mundo deveria ter um material assim. Talvez um quadro na frente, um slide no computador, para ver e se perguntar, regularmente: “Eu já olhei isso?”, “Eu já prestei atenção neste ponto?”, “Vislumbrei todos os aspectos?”. E a importância dessa atenção redobrada é muito simples: as pessoas, às vezes, esquecem detalhes! Então, olha para o esquema de Empreender 360º e checa cada item!

Por Eike Batista

http://www.eikebatista.com.br/blog/visao_360.php?siteCod=23

Jun 30

Quem é a americana que, a partir de 1º de julho, assume a presidência da GM no Brasil – É a primeira vez que uma montadora é comandada por uma mulher no País

Por mais que nos últimos anos as mulheres tenham conquistado um importante espaço no mercado de trabalho, a indústria automobilística ainda parece resistir à presença feminina. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) indicam que, do total dos empregados do setor, elas são menos de 10%.

Nos EUA a participação das funcionárias não chega a 15%. Por isso mesmo não é exagero afirmar que a GM provocou enorme surpresa ao anunciar a americana Denise C. Johnson como sua nova presidente no Brasil.

Desde o início do século XX, quando as primeiras fabricantes de carros começaram a chegar por aqui, jamais uma mulher comandou uma montadora.

“A prioridade é muito clara: manter o plano de renovação da linha de produtos e continuar a média de crescimento de 50 mil unidades ao ano, volume que vem sendo conquistado ininterruptamente desde 2007”, disse Ardila à DINHEIRO. Segundo a GM, Denise, que responderá diretamente a Ardila, que sairá da presidência para comandar a operação da GM America Latina, só vai se pronunciar a partir de quinta-feira 1º, quando inicia seu trabalho no Brasil.

Aos 43 anos, Denise está acostumada a trabalhar em uma área dominada pela ala masculina. Formada em engenharia mecânica e administração de empresas pelo conceituado Massachusetts Institute of Technology (MIT), ingressou na GM logo depois de formada.

Na empresa há 21 anos, ocupou cargos nos departamentos de engenharia, manufatura e planejamento, mas nunca ocupou uma posição fora de seu país. Estava locada na vice-presidência de relações trabalhistas, posição que certamente provocou certo desgaste nos dias turbulentos  de concordata vividos pela montadora. Nesse período, Denise teve de enfrentar o descontentamento de funcionários, temerosos em perder o emprego – muitos, de fato, perderam. Como passou no teste de fogo, foi designada para ocupar aquele que é hoje um dos cargos mais estratégicos para a companhia.

“O Brasil ganhou ainda mais importância dentro da GM mundial após a crise e deve colocar Denise em evidência dentro do grupo”, diz André Beer, ex-vice-presidente da GM por 18 anos e atualmente consultor da área automotiva.

A executiva chega ao Brasil em um momento favorável. Enquanto a operação da GM nos Estados Unidos acumulou prejuízos de mais de US$ 80 bilhões nos últimos seis anos, os negócios brasileiros nunca estiveram tão bem. Em 2009, a GM do Brasil obteve seu melhor desempenho na história, com o emplacamento de 600 mil veículos.

O desempenho colocou a operação brasileira no terceiro lugar entre todos os países onde a GM está presente, atrás apenas de Estados Unidos e China. Esse destaque fez inclusive com que a multinacional revisse sua decisão de concentrar todo o comando internacional da GM na China.

A partir de agora, a América do Sul, sob a liderança de Ardila, terá mais peso nas decisões globais da empresa. Em meio a essas mudanças, o Brasil ganhou o diferencial de ser presidido por uma mulher. É mais uma lição que o País pode dar para a indústria automotiva mundial.

Por Crislaine Coscarelli – Isto é Dinheiro

Jun 29

Uma pesquisa mostra como Starbucks, Dell e Google conseguiramse aproximar dos consumidores utilizando as redes sociais

Estar presente em redes sociais como Facebook, Orkut e Twitter se tornou uma obsessão para empresas de todo o mundo nos últimos tempos. Um levantamento recente da agência de comunicação Burson Marsteller revela que, das 100 maiores companhias do mundo, 79 estão presentes em alguma dessas redes – a maioria delas tentando desesperadamente estabelecer uma comunicação mais direta com seus consumidores. Segundo a consultoria americana Altimeter Group, cinco empresas estão conseguindo ganhar esse jogo: Starbucks, Dell, eBay, Google e Microsoft. Para chegar a esse resultado, a consultoria analisou critérios como quantidade de sites em que a marca está presente, número de posts por dia e tipo de post colocado (se para responder dúvidas de clientes ou só divulgar eventos e promoções, por exemplo). “Diferentemente de outras marcas, elas entenderam que canais diferentes requerem atitudes diferentes”, diz Abel Reis, presidente da AgênciaClick. “Não adianta usar o Twitter só para despejar um monte de blá-blá-blá em cima do consumidor. É preciso criar uma sensação de que ele é parte importante da empresa.”

Nenhuma dessas empresas vem sendo tão transformada pela força das redes sociais quanto a cadeia americana de cafeterias Starbucks. Tudo começou em 2008, quando o movimento nas lojas caiu pela primeira vez depois de quase uma década de crescimento ininterrupto. Como parte da estratégia para reverter essa situação, o presidente e fundador da companhia, Howard Schultz, lançou naquele ano uma comunidade virtual para que os clientes pudessem fazer sugestões e perguntas e, em alguns casos, expor suas frustrações – o MyStarbucks- Idea.com. A ideia agradou aos internautas: ao longo de dois anos, 180 000 usuários cadastrados contribuíram com 80 000 ideias – 50 foram colocadas em prática nas lojas e ajudaram a rede a voltar a crescer. A experiência estimulou os executivos da Starbucks a expor a companhia ainda mais na web. A empresa tem hoje mais de 7,9 milhões de fãs no Facebook. No Twitter, é a marca mais comentada do mundo, com mais de 1,5 milhão de citações e 926 000 seguidores. Um dos movimentos mais recentes da empresa para engajar seus consumidores aconteceu no dia 19 de março, quando reuniu dezenas de funcionários na Madison Square, no centro de Nova York, para gravar um vídeo convocando seus consumidores a trocar copinhos de papel descartáveis por canecas metálicas de material reciclado – uma ação de cunho ambiental em comemoração ao razoavelmente desconhecido Dia do Planeta. O vídeo recebeu pouquíssima atenção por parte dos veículos tradicionais, mas teve enorme repercussão nas páginas da empresa no Facebook e no Twitter. A campanha foi vista mais de 1 milhão de vezes no YouTube e gerou cerca de 400 000 comentários na rede.
Assim como a Starbucks, as outras vencedoras da lista têm tratado as redes sociais como parte vital de sua estratégia de marketing, e não como um mero hype.

A Dell oferece um dos melhores exemplos dessa nova postura. Entre 2005 e 2006, a empresa foi execrada na web por blogueiros e outros internautas insatisfeitos com o péssimo serviço de atendimento ao cliente que era oferecido (o fato de alguns de seus laptops pegarem fogo espontaneamente, sem nenhuma causa aparente, também não ajudou). Nos últimos dois anos, a Dell destacou dez funcionários de áreas como educação, marketing e tecnologia para esclarecer dúvidas e conversar com consumidores via Twitter, Facebook e seu blog, o ideastorm.com. Eles dedicam aproximadamente 30 minutos do dia à tarefa, que já é encarada como algo tão corriqueiro quanto trocar e-mails ou falar ao telefone. Em pouco mais de um ano, as referências negativas à empresa na internet caíram de 49% para 20% do total de comentários.

“Para criar um vínculo real com os consumidores, é preciso estabelecer uma relação de troca, em que a companhia também seja capaz de aprender alguma coisa”, afirma Alessandro Barbosa Lima, presidente da E.Life, agência especializada em monitoramento e análise de mídias digitais. Uma lição que a maioria das companhias ainda precisa aprender.

Por Juliana Borges – Exame

Jun 29

O tema já é antigo, mas ainda gera polêmica. Os profissionais da saúde – médicos, dentistas, psicólogos e clínicas – podem ou não se utilizar de ferramentas de marketing para divulgar seus serviços? Entre diversos aspectos sobre este tema podemos destacar três.

O primeiro é a confusão da palavra marketing com propaganda e publicidade. Realmente os conselhos regionais estaduais proíbem, pelo seu código de ética, seus profissionais de estamparem uma publicidade em uma revista ou um jornal. Isso realmente não pode! Porém o marketing oferece muitas outras ferramentas que geram resultados positivos, como: o marketing direto ou de relacionamento, estudos de mercado, marketing digital, pesquisas pós consultas, entre outras.

O segundo aspecto é o aumento de cursos na área médica e de saúde, que colocam diversos profissionais no mercado. Prova disso é o estudo realizado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo que aponta um aumento de 33% na última década. Em 2000, o Estado contava com um médico para 542 habitantes. Hoje, o índice é de um médico para 410 habitantes.

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Noticias&id=1850

Diante deste quadro, o profissional não depende apenas de sua capacitação técnica e sim também do seu poder de comunicação para demonstrar seu diferencial.

O último aspecto é a ética. Saúde não é um produto e sim um serviço que envolve vidas e conseqüências. “O Marketing Médico deve se primar em demonstrar comprometimento com a qualidade de vida de seus pacientes, com a sua saúde, e, em última instância, com o seu sucesso.” Afirma Marcelo Oyagawa, diretor e consultor do AtendenteOnline (WWW.atendenteonline.com.br) empresa especializada em Marketing Médico Digital.

Por Mauricio Barcellos

Jun 25

Sempre me perguntam se tenho um segredo ou, pelo menos, se tenho uma resposta confiável em vista de tantos negócios bem-sucedidos que já montei na minha carreira. Decidi então passar um tempo pensando quais seriam as características dos inúmeros empreendimentos de sucesso da Virgin e, principalmente, que coisas deram errado porque simplesmente não fomos capazes de interpretá-las do jeito certo. Depois de refletir sobre tudo o que se passou nesses 40 anos, cheguei a cinco “segredos”.

1) Faça o que lhe dê prazer
Abrir uma empresa exige muito trabalho, requer muito do seu tempo, por isso é importante gostar do que se faz. Quando comecei a Virgin no apartamento que tinha no subsolo de um prédio na zona oeste de Londres, não pensava em construir um império. Minha ideia era criar algo que me desse prazer e pagasse minhas contas. Não havia nenhum grande plano ou estratégia. O nome da empresa, por exemplo, me veio enquanto eu pensava em outras coisas. Uma noite em que bebia e conversava com uns amigos, decidimos chamar nosso grupo de Virgin, porque éramos todos novos no negócio. O nome pegou e tinha um certo apelo. Para mim, montar uma empresa significa fazer algo de que eu possa me orgulhar, é reunir gente de talento e criar uma coisa que vai fazer diferença na vida das outras pessoas. Um homem ou uma mulher de negócios não é muito diferente de um artista. No início, a empresa não passa de uma tela em branco. Você tem de preenchê-la. Assim como o artista quer que tudo fique no seu devido lugar na tela, nos negócios todos os pequenos detalhes têm seu lugar certo para que o empreendimento seja bem-sucedido. Contudo, diferentemente de uma obra de arte, uma empresa é sempre uma obra inacabada. Ela evolui constantemente. A pessoa que abre uma empresa disposta realmente a fazer diferença na vida dos outros, e consegue, paga suas contas e tem nas mãos um negócio de sucesso que deverá tocar dali para a frente.

2) Crie uma coisa que se diferencie
Não importa se o que você tem é um produto, um serviço ou uma marca. Não é fácil, atualmente, abrir uma empresa, sobreviver e prosperar. Na verdade, é preciso fazer alguma coisa sem dúvida muito diferente para deixar uma marca no mundo de hoje. É só prestar atenção e ver quais foram as empresas de maior sucesso nos últimos 20 anos. A Microsoft, Google ou a Apple, por exemplo, abalaram todo um segmento com coisas que jamais haviam sido feitas, e elas continuam inovando. Hoje estão entre as grandes forças dominantes.

3) Crie algo que encha de orgulho todos os que trabalham para você
Empresas, de modo geral, são formadas por grupos de pessoas. Elas são o que você tem de mais importante.

4) Seja um bom líder
Como líder, você precisa ser um bom ouvinte. É claro que deve saber o que quer, mas não faz sentido impor seu ponto de vista sobre os outros sem antes discuti-los um pouco. Ninguém tem o monopólio das melhores ideias ou dos conselhos mais geniais.
Saia da toca, ouça o que as pessoas têm a dizer, reúna seu pessoal, aprenda com eles. Como líder, você precisa também aprender, e muito bem, a elogiar as pessoas. Nunca critique ninguém abertamente; jamais perca a paciência, e sempre elogie prodigamente um colega que tenha feito um belo trabalho.
As pessoas desabrocham quando são elogiadas. Em geral, ninguém precisa dizer a elas quando cometem algum erro, porque elas quase sempre sabem que erraram. Se alguém não estiver trabalhando bem, não o demita sem mais nem menos. Acredite, uma empresa pode funcionar como uma família. Portanto, veja se há outra função dentro da companhia mais de acordo com o perfil daquela pessoa. Na maior parte das vezes, há sempre uma função adequada para cada tipo de personalidade.

5) Mantenha a visibilidade
Um bom líder não fica enfiado atrás da mesa. Eu nunca fui de trabalhar em escritório. Sempre trabalhei em casa, mas saio por aí e faço contato com as pessoas. Parece que estou viajando o tempo todo, mas tenho sempre um caderno no bolso de trás da calça para anotar perguntas, preocupações ou boas idéias.
Quando estou a bordo de um avião da Virgin Atlantic, faço questão de conhecer toda a equipe e o maior número possível de passageiros. Basta você conversar com a tripulação de qualquer aeronave da Virgin Atlantic para ouvir no mínimo dez sugestões ou ideias. Se eu não anotá-las, talvez me lembre de uma apenas no dia seguinte. Ao anotá-las, lembro-me de todas as dez. Levante-se, cumprimente todos os passageiros do avião, porque fatalmente vai aparecer alguém que teve um problema ou que tem uma sugestão. Anote-a, não se esqueça de anotar o nome da pessoa, peça o e-mail dela e dê-lhe uma satisfação já no dia seguinte.
É claro que procuro sempre contratar diretores gerentes que tenham essa mesma filosofia. Desse modo, podemos administrar um grande grupo de empresas do mesmo jeito que o dono de um pequeno negócio administra uma empresa familiar, isto é, com responsabilidade e amizade.
Quando a gente começa um negócio do zero, a palavra chave durante muitos anos é “sobrevivência”. É difícil sobreviver. No começo, você não tem tempo e nem energia para se preocupar em salvar o mundo. Você simplesmente luta para garantir que não vai desapontar o gerente do seu banco e para pagar as contas. Em outras palavras, você tem de se concentrar exclusivamente na sua sobrevivência.
É lógico que, se você não sobreviver, lembre-se de que a maior parte das empresas acaba fechando as portas, e as melhores lições a gente aprende com o fracasso. Não se deixe abalar demais. Levante-se e tente de novo!

Por Richard Branson

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